terça-feira, 15 de maio de 2012

Fazenda já tem medidas de incentivo prontas

A equipe econômica está fazendo uma espécie de “marcação a mercado” dos dados econômicos que estão saindo para definir o momento adequado para o anúncio de novas medidas de estímulo. No jargão do mercado financeiro, significa atualizar para o valor do dia o preço dos ativos, mas no intramuros do Ministério da Fazenda, é olhar atentamente, a cada nova divulgação, a evolução de todas as variáveis que interferem no desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), inclusive do panorama externo que, segundo o ministro Guido Mantega, será muito delicado neste ano. “A situação atual é de alerta. E isso quer dizer que novas medidas podem ser tomadas a qualquer momento”, disse ao B RASIL E CONÔMICO uma fonte que participa das discussões. A redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cuja alíquota foi reduzida de 3% para 2,5% em dezembro passado é uma possibilidade que pode ser tirada da gaveta. Tudo está sendo feito para não deixar que a economia encerre 2012 “patinando” no ritmo do ano passado (2,7%) e abaixo do seu potencial de crescimento. Já têm início, inclusive, discussões entre os integrantes da equipe de Mantega indicando que será bem complicado alcançar os 4,5% previstos e prometidos à presidente Dilma Rousseff. Nesse sentido, o ideal seria entregar a atividade econômica em dezembro com uma “sensação de 4,5%”, ou seja, indicando um ritmo de expansão dessa magnitude, mas não oficialmente nesse patamar.
Evolução do crédito
Neste momento, a evolução menor das concessões de crédito ganha a atenção na Esplanada. O volume de empréstimos, que está em torno de 15% em 12 meses, é considerado aquém do desejado para ajudar a impulsionar a expansão da atividade econômica para além da marca dos 3%. Por isso mesmo, uma nova medida de incentivo pode vir nessa direção. Mas, tudo vai depender do acompanhamento dos dados econômicos e de conversas que estão ocorrendo com bancos e financeiras sobre as perspectivas para uma retomada mais forte da oferta de crédito, que há menos de dois anos crescia nada menos que 20% na média. “Como mexer no IOF é uma medida de fácil aplicação, é só calcular o percentual de redução, o que pode ocorrer de um dia para outro”, explicou a fonte. Com uma nova rodada de redução do IOF —mesmo que voltada especificamente para o segmento de veículos, que é o mais retraído —, o governo poderia atingir dois objetivos: seria mais um estímulo ao consumo das pessoas físicas e uma contribuição para melhorar o custo financeiro do país, justamente no momento no qual o discurso oficial segue nessa direção. Em 2011, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, passou o ano indicando em seus discursos que o ideal seria uma expansão das concessões entre 13% e 15%. O que mudou? Na avaliação de técnicos, o diagnóstico indica inflação muito arrefecida e economia fraca, o que dá espaço para um crescimento mais acentuado da oferta dos recursos pelos bancos. É preciso contar com o setor privado e com um impulso monetário porque o espaço fiscal está limitado, após todos os incentivos que vem sendo concedidos desde o ano passado. A avaliação é que os benefícios tributários dados na primeira fase do Plano Brasil Maior e do Supersimples já apareceram e que os anunciados na segunda fase ainda não tiveram tempo de maturar. “A ampliação do Simples e o reajuste do salário mínimo é que estão segurando a economia nesse início de ano. Não fosse isso, estaríamos crescendo bem menos”. ¦
 
Fonte: Brasil Econômico

Cresce presença de mulheres em posição de liderança no Brasil

O Brasil aumentou o percentual de mulheres em cargo de liderança, segundo o International Business Report 2012 (IBR) da Grant Thornton International. Os dados revelam que 27% dos cargos de liderança no país são ocupados por mulheres, uma elevação de 3 p.p em relação ao ano passado e superior aos 21% globalmente.
Com esse resultado o Brasil subiu novamente de posição no ranking global. Em 2009, estava na 10ª posição, com 29%, em 2011 ficou na em 21ª lugar e agora em 2012 subiu para 18ª colocação. A média global também registrou elevação de 1 p.p para 21% em 2012.
“É importante que as empresas percebam que ter um balanço entre homens e mulheres no processo de tomadas de decisão traz perspectivas de crescimento. No Brasil isso deve ser mais fácil de notar visto os grandes exemplos que temos de mulheres em cargos importantes, a começar pela presidenta e mais recentemente a troca de comando na maior estatal do país”, diz Madeleine Blankenstein, sócia da Grant Thornton Brasil.
Globalmente, a Rússia conquistou a melhor posição de mulheres em cargo de liderança (46%), seguido da Bósnia, Tailândia e Filipinas (todos com 39%), Geórgia (38%) e Itália (36%). Os países com a menor classificação no ranking são Japão com apenas 5% das mulheres em cargos de liderança. Alemanha (13%), Índia (14%), os Emirados Árabes e a Dinamarca (ambos com 15%) e os Estados Unidos (17%).
Regionalmente, o destaque para as mulheres nas empresas é na Zona do Euro com 25% das mulheres liderando nas companhias, 6 p. p a mais que no ano anterior. Na América Latina e nos BRICs, 22% e 26% respectivamente, das mulheres ocupam cargos de liderança, uma ligeira queda em relação a 2011 (ambos 1 p.p).
A maior parte das mulheres em cargo de liderança no Brasil está na área de Recursos Humanos (16%). Essa mesma tendência acontece na China onde 41% dos cargos de lideranças em RH são ocupados por mulheres e França (37%). As brasileiras se destacam também no segmento financeiro como Diretora (15%) e Chief Financial Officer (CFO) (13%) e na área de vendas (13%).
No Brasil, apenas 3% dos cargos de Chief Executive Officer (CEO) são exercidos por mulheres, abaixo da média global de 9%. O cenário é bem diferente de países como Austrália (30%), Tailândia (29%) e Itália (20%), países onde as companhias têm mais de um quarto das posições de CEO sendo ocupadas por mulheres. O percentual de mulheres brasileiras que ocupam posição de sócia caiu para 6%.

Fonte: Canal Executivo

Brasil é destaque em compra por celular

O brasileiro está se tornando um dos usuários mais ativos do mundo em serviços como buscas, visualização de vídeos e compras por meio de smartphones.
A conclusão é da pesquisa "Our Mobile Planet", realizada pelo Google, em parceria com o instituto Ipsos, em 40 países. Pela primeira vez, o Brasil foi incluído no estudo, que ouviu mil usuários do aparelho no país.
Embora a penetração de smartphones no Brasil, de 14%, ainda seja menor que em países como Argentina e México, a base de usuários desses aparelhos -de cerca de 27 milhões- já é maior que a da Alemanha.
Além disso, para determinadas funções, os brasileiros já utilizam mais o aparelho que europeus e americanos.
Segundo a pesquisa, 31% dos usuários de smartphones já fizeram alguma compra por meio do aparelho, índice maior que o verificado entre franceses e alemães, onde a penetração ao menos o dobro da registrada no Brasil.
Pelo menos 80% também afirmaram que fazem pesquisa de produtos e de serviços no celular; 66% costumam realizar as buscas dentro de uma loja física.
"Isso representa uma mudança tremenda no processo de compra, uma informação fundamental para as empresas", diz Peter Fernandez, diretor de publicidade móvel do Google América Latina.
Ainda de acordo com a pesquisa, 73% dos brasileiros dizem não sair de casa sem o aparelho.
A utilização ocorre principalmente em casa e no trabalho, mas também em restaurantes (69%), no trânsito (64%) e no transporte público (60%).
MAIS BARATO
Com a diversificação da oferta de smartphones -hoje são cerca de 160 modelos no mercado, o dobro do ano passado-, a tendência é que aumente o número de usuários dos serviços "mobile".
"A diminuição dos preços tem tornado os dispositivos de tecnologia cada vez mais acessíveis para o brasileiro", acrescenta Attila Belavary, analista da consultoria IDC.
 
Fonte: Folha de S.Paulo

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Quando a culpa é do dono

Sabe aquela meta de vendas que apesar de não ser nada demais, entra mês e sai mês continua lá, distante de ser alcançada? Ou aquele funcionário de semblante pesado, que a despeito de todo o seu interesse e esforço permanece desmotivante e desmotivado? Pois bem, para alguns especialistas, as raízes para esses problemas podem não estar necessariamente dentro do departamento comercial, que anda pouco inspirado na abordagem aos cliente, ou na cabeça do empregado, que parece mal humorado por natureza. Para eles, quando alguma coisa vai mal dentro de uma empresa, a culpa – quase sempre – está com o empreendedor, o dono do negócio.

Para quem acha a tese acima pouco crível, o professor da Fundace Business School, Gilberto Tadeu Shinyashiki, logo rebate: “a empresa sempre vai ter a cara de seu dono, tanto para o lado ruim, quanto para o bom”. Para ele, é errado pensar que os problemas do empreendedor não repercutem no desempenho dos funcionários  e no negócio como um todo.O consultor Claudio Diogo, sócio-diretor da Tekaore, especializada em treinamento de equipes comerciais, concorda com Shinyashiki. “Quando um adolescente dá muito trabalho, eu costumo dizer que, não é apenas ele que está errando, mas seus pais também. Falta alguma coisa dentro de casa que justifique aquele comportamento. Em uma empresa, seja ela pequena, média ou grande, é igual”, afirma.

Para os dois especialistas, no entanto, pode ser difícil o empreendedor perceber que seus vícios e comportamentos negativos contaminam a empresa. Na expectativa de auxiliar a compreensão desses problemas, eles sugerem cinco dicas com o que consideram os erros mais comuns dentro do universo corporativo. Vale ler o conteúdo e refletir sobre o tema.

“Eu brilho sozinho”
Uma empresa nasce e cresce partindo de uma atitude positiva do empresário. Segundo o consultor  Claudio Diogo, o empreendedor é forjado, geralmente, pela necessidade de resolver um determinado problema  por conta própria. “Chega uma hora que não dá para esperar e você mesmo resolve. É assim que normalmente nasce uma empresa de sucesso, criada a partir de uma ideia original”, afirma. No entanto, ressalta Diogo, o impulso desbravador precisa ceder um pouco no dia a dia dos negócio. O empreendedor de sucesso, destaca o consultor, precisa tomar cuidado para que seu brilho natural não intimide o despertar de novos talentos na equipe. “Tem hora que o empresário precisa apagar um pouco sua luz e criar espaço para o desenvolvimento de uma equipe. A empresa não pode girar em torno de seu dono apenas.”

“Meu negócio sou eu”
Os empresários gostam de dispender energia refletindo sobre planos de crescimento, expansão e, em alguns casos, de pura sobrevivência. Mas fecham os olhos e fazem careta quando a ideia de se desligarem do negócio por eles fundado passa pela mente. Isso, para o professor Gilberto Tadeu Shinyashiki, é o causador de muitos dos problemas dentro da empresa. “Quem prepara a empresa para sua saída, tem outro relacionamento com os funcionários, investidores e o próprio mercado”, diz o especialista. Para ele, ao encarar uma aposentadoria, o empresário é obrigado a formar sucessores e atrair interessados em investir no negócio, que por sua vez vislumbram um plano de longo prazo para a empresa. “Pensar em sair da operação também estimula a competição entre a equipe, que enxerga um plano de carreira dentro da empresa”, afirma.

“Esse é dos meus”
Para o empresário, é mais fácil conviver com funcionários que nutrem pensamentos próximos ao dele do que com uma equipe formada por personalidades divergentes. No entanto, acredite, a diferença é saudável para um negócio, no sentido que instiga o debate e a visão múltipla sobre os desafios corporativos. “Se o dono da empresa  montar uma equipe comercial com base em seu estilo de vendas, vai ter problema. É preciso atrair pessoas diferentes, complementares. Esse é um erro muito comum dentro de pequenas e médias empresas”, afirma Diogo.

“Entramos nos trilhos”
Quem não desconfia do sucesso, corre o risco de ser ultrapassado pela concorrência e ver a empresa se tornar obsoleta. Quem dá a dica é Shinyashiki. O professor ressalta que, na prática, um dos principais problemas dos empresários é não saber quando é o momento de revisar o seu negócio. “É difícil mesmo para o dono da empresas. Ele teve uma ideia legal, montou uma empresa com base nisso, sofreu para se solidificar, cresceu e chegou lá. É muito duro, nesse momento, criticar e encarar a ansiedade de começar novamente. Mas esse é um exercício que deve ser cotidiano, tocado de tempos em tempos”, destaca.

“Faz um vale aí”
Olhar um negócio da perspectiva em que ele se apresenta, às vezes pode causar algumas ilusões. Para Shinyashiki, o empresário precisa levantar a cabeça e passar a observar o mundo por outro patamar. Assim, não corre o risco de, por exemplo, não perceber que a empresa cresceu, o que requer do dono uma nova postura, principalmente com os seus colaboradores. “Quer ver um exemplo de empresário que não percebe que a empresa cresceu? É quando o gerente financeiro estabelece uma série de normas para o departamento, cria métricas, implementa fluxo de caixa,  sistemas, e, um belo dia, no final do expediente o empresário bate no balcão e diz: 'faz um vale de R$ 500 que vou viajar neste final de semana'. Esse empreendedor não entendeu que a organização precisa que ele faça coisas diferentes agora”.

Fonte: Estadao.com.br

Jovens brasileiros apostam na carreira de empreendedor social

O ano era 2006. Tiago Dalvi começou a reparar no talento dos artesãos brasileiros, que criavam produtos de qualidade a preços competitivos. O único problema é que eles não faziam ideia de como vendê-los. Assim nasceu a empresa social Solidarium Comércio Justo, que leva produtos artesanais para grandes redes varejistas.
Dalvi, 26 anos, lembra as dificuldades no início do empreendimento. "Comecei com aquela intenção inocente de mudar o mundo, tropecei muito mas aprendi com os erros", relata. O primeiro alvo do empreendedor foi a rede Walmart. Foram precisos seis meses para que ele conseguisse passar da secretária. Um dia, um dos diretores ligou para marcar uma reunião. Dalvi encheu duas malas de produtos e foi correndo para o encontro. Em um primeiro momento, conseguiu vender apenas para uma loja, depois passou a negociar com 56. "Foi uma vitrine que ajudou a abrir portas", afirma. A Solidarium ganha uma comissão de 10% sobre cada transação e faturou R$ 450 mil no ano passado.
Não é ONG. Não é filantropia. A empresa social tem CNPJ como outra qualquer, paga impostos e dá lucro. Na verdade, em alguns casos, muito lucro. Os empresários do setor explicam que é importante se manter sem o apoio financeiro do governo ou de terceiros. A independência é a maneira mais eficaz de fazer a diferença em larga escala - uma das principais características desse tipo de negócio - e de forma sustentável.
As empresas sociais avançam em ritmo acelerado no mundo todo. Em países europeus e nos Estados Unidos, já há quem diga que em pouco tempo todas as companhias nascerão híbridas, isto é, terão a vocação social em sua essência. Muitos dos especialistas e profissionais que trabalham no setor criticam o fato de a área de responsabilidade social das empresas ser separada, como se fosse um apêndice e não uma parte efetiva do negócio.
O Brasil surge como uma referência do setor, na visão de especialistas, e com uma característica peculiar: por aqui, as empresas sociais são comandadas por jovens. Entre os donos de negócios tidos como promissores, há pessoas com 20 e poucos anos. "O país possui gente bem formada e talentosa. Além disso, tem muitos desafios sociais para superar", afirma Daniel Izzo, sócio da Vox Capital, fundo de venture capital que só investe em negócios de impacto social.
No exterior, Dalvi está fazendo história. A Solidarium foi eleita uma das cinco maiores inovações do mundo para o desenvolvimento socioeconômico. Ela concorreu com 900 negócios de 83 países em uma competição da Fundação eBay em parceria com a Ashoka.
O empresário enxerga longe. "Depois de mudar a realidade dos nossos artesãos e de outros da América Latina, vamos expandir o negócio para a China e a Índia, que enfrentam problemas parecidos. Em 2013, estaremos lá fora", garante Dalvi.
Izzo, da Vox, comenta que o que chama mais atenção é que esta geração "não acha esquisito unir impacto social com lucro". Eles têm ainda uma vantagem em relação às gerações anteriores - o ambiente propício ao empreendedorismo. Com a estabilidade da economia brasileira, eles podem se dar ao luxo de buscar menos segurança no início da carreira e fazer algo que dê sentido às suas vidas. "Os jovens cada vez mais unem o trabalho a um propósito", afirma Izzo.
O investidor lembra ainda que crescem os eventos de empreendedorismo social, os mentores, os fundos de investimentos e as aceleradoras- empresas que fazem um trabalho parecido com as incubadoras, a diferença é que seu foco está no desenvolvimento do modelo de negócio.
O próprio Daniel Izzo tinha 32 anos quando criou a Vox, em 2009. Mas a história começou mesmo quando ele tinha 28, trabalhava na Johnson & Johnson como gerente de produto de Sundown e teve uma crise de origem profissional. "Eu não tinha como métrica aumentar o número de pessoas que se beneficiavam do protetor solar, e sim o lucro. Mas acho que a finalidade dos negócios deve ser tornar a vida melhor", afirma.
Um dos negócios de impacto social no portfólio da Vox Capital é o Banco Pérola, que concede microcrédito a jovens excluídos do sistema financeiro. Alessandra Gonçalves de França, diretora-presidente da entidade, cuja sede fica na cidade de Sorocaba, em São Paulo, tinha 16 anos quando leu o livro "O banqueiro dos pobres", de Muhammad Yunus. Nele, o pai do microcrédito, que em 2006 ganhou o prêmio Nobel da Paz, relata a criação de um banco para emprestar dinheiro à população carente. "Encantei-me com a história de Yunus", afirma a empreendedora.
O Banco Pérola é uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que funciona sob a coordenação dos Ministérios da Justiça e do Trabalho e Emprego, no âmbito do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado.
O modelo de negócio do Pérola surgiu a partir de uma pesquisa, que mostrou que 3,9 milhões de jovens no país sonham em empreender, mas não têm acesso a crédito. A vocação de Alessandra para o empreendedorismo social surgiu cedo, já que ela trabalha no terceiro setor desde os 15 anos. Hoje ela coleciona casos que graças a ela tiveram desfechos positivos. "Por exemplo, dois jovens que catavam lixo nas ruas para reciclar tomaram um empréstimo conosco e atualmente ganham R$ 10 mil por mês com uma empresa de reciclagem", conta.
Tony Marlon, 24 anos, também optou pela carreira de empreendedor social. Em 2011, fundou no bairro de Campo Limpo, na periferia de São Paulo, a Escola de Notícias, uma produtora sociocultural que trabalha com a formação de jovens em comunicação e geração de conteúdo. "Pedi demissão dos dois empregos, comprei três computadores, uma filmadora e transformei a casa dos meus pais em sede", conta. "Para mim, a comunicação tem três papéis fundamentais: informar, inspirar e mobilizar."
O próprio Marlon conseguiu se formar e trabalhar por conta de projetos sociais dos quais participou. "O que me faz levantar todos os dias é a possibilidade de fazer de fato algo para mudar as coisas", afirma.
 
 
Fonte: Valor Econômico
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