segunda-feira, 14 de maio de 2012

Como aproveitar os juros baixos?

Até pouco tempo atrás, se alguém falasse que o Brasil estava prestes a se tornar um país com juros civilizados, seria motivo de chacota. Dezoito anos após a implantação do Plano Real, que trouxe a estabilidade econômica, o Brasil parecia destinado a ser o eterno campeão mundial dos juros altos. Agora, surgem sinais de que os juros também podem alcançar um patamar de Primeiro Mundo – ou, ao menos, semelhante ao de outros grandes países emergentes, como China, Índia e Rússia. Isso deverá trazer uma transformação profunda na vida dos indivíduos e das empresas
A queda dos juros é fruto de uma conjunção de fatores. O maior deles é a própria estabilidade. Sem ela, ainda estaríamos correndo para o supermercado no dia do pagamento do salário para comprar antes da remarcação dos preços. A atual crise global também deu sua contribuição para a virada. Com a desaceleração econômica, o Banco Central pôde promover seguidos cortes na taxa básica de juros, a Selic, usada como referência pelos bancos, sem risco de incentivar um aumento no consumo e alimentar reajustes de preços com impacto na inflação.
Hoje, a taxa básica está em 9% ao ano e, de acordo com a expectativa dos analistas, deverá baixar a 8,5% no final de maio, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o menor nível da história. Descontada a inflação, isso representará uma taxa real de 3,1% ao ano.
A queda nas taxas está provocando mudanças em todos os investimentos. Aplicações que garantiam ganhos de 10% ou 12% ao ano recentemente sem correr praticamente nenhum risco agora estão perdendo fôlego. Quem quiser ganhar um pouco mais terá de se arriscar na Bolsa ou mesmo no mundo dos negócios.
Com uma boa orientação, é possível tirar o melhor dessa nova era. Para ajudar a administrar seu patrimônio, a reportagem de capa de ÉPOCA é um guia com tudo o que você precisa saber, das melhores opções de investimento à renegociação de dívidas. 1. Devo tirar meu dinheiro da caderneta de poupança?
A velha poupança pode parecer pouco atraente para muito sabichão do mercado financeiro. Mas, para boa parte dos aplicadores e investidores, mesmo os mais endinheirados (que costumam reservar alguns trocados para diversificar seu patrimônio na caderneta), ela é – e continuará a ser – uma alternativa observada com carinho. Quem tem dinheiro hoje na poupança pode até migrar para outras aplicações, como sempre aconteceu, por razões pessoais ou estratégicas. Mas não por causa da mudança nas regras de cálculo dos rendimentos promovida pelo governo no final de abril. “A poupança tem um público cativo, que aplicou e vai continuar a aplicar”, diz Osvaldo do Nascimento, diretor executivo de investimentos e previdência do Itaú Unibanco.
Pelas novas regras, a caderneta renderá só 70% da Selic, a taxa balizada pelo Banco Central, quando ela for menor ou igual a 8,5% ao ano – algo que pode acontecer já no final de maio, se as previsões dos analistas se confirmarem. Em outras aplicações, os investidores mais abonados podem obter quase 100% ao ano da Selic. Só que a poupança é isenta de tributação, enquanto nas demais aplicações o investidor paga imposto sobre seus ganhos.
Além disso, a poupança é uma aplicação simples. O poupador recebe o mesmo rendimento em qualquer banco do país. E ela ainda oferece o menor risco do mercado. O investidor está protegido contra quebras de instituições financeiras pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 60 mil por CPF. Com os fundos de investimento, isso não acontece. O único risco da poupança seria a Selic ficar abaixo da inflação, porque seu dinheiro perderia valor. Isso, porém, não aparece nos binóculos dos analistas.
2. O que devo fazer com o dinheiro em CDBs, fundos de renda fixa e DI?
A queda dos juros reais, aqueles que superam a inflação e representam o ganho dos investidores na prática, tira muito do charme que as aplicações de renda fixa tiveram no passado recente, quando as taxas ofereciam mais de 10% ao ano. Hoje, com os juros reais na faixa de 3,5% (e as projeções apontando para uma taxa entre 2% e 2,5% ao ano), o investidor terá de investir mais para ter o mesmo ganho do passado.
Isso não significa que será preciso correr para remanejar seu dinheiro. Ele continua seguro na renda fixa. Qualquer investidor mantém uma parcela do dinheiro nas aplicações mais conservadoras. “Para aumentar o risco, o aplicador tem de estar preparado para ganhar ou perder”, diz Nascimento. Se, ainda assim, você quiser rever suas aplicações, procure refletir calmamente. “O investidor que quiser mudar seu portfólio deve entender os riscos envolvidos nas diferentes aplicações, para fazer a mudança com segurança”, afirma Joaquim Levy, presidente da Bram, a empresa de gestão de recursos do Bradesco.
Quem quiser ser mais cauteloso poderá investir em aplicações com taxas prefixadas, como CDBs e fundos de renda fixa, onde é possível “travar” as taxas antecipadamente. Como os fundos DI, acompanham o sobe e desce das taxas, eles serão beneficiados se o Banco Central tiver de subir os juros mais para a frente, para conter um eventual repique inflacionário, segundo preveem alguns analistas.

Fonte : Revista Época

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Lojistas do Simples vão pagar 1% sobre antecipação de recebíveis no mês de maio

O Banco do Brasil reduziu a taxa de juros para 1% ao mês da linha de crédito especial para o Dia das Mães, destinada a lojistas do varejo inscritos no Simples Nacional. Esses empresários poderão contar com a antecipação de "recebíveis", valores que eles esperam obter no movimento de vendas no mês. As taxas cobradas nessa linha oscilavam entre 4% e 5%. A medida contou com o apoio e a negociação da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e foi anunciada ontem (9) pelo BB.
A medida deverá ajudar os lojistas a alavancar as vendas no mês de maio, segundo o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior. Ele estima ainda que a redução da taxa possa ocorrer também em outras épocas como no início do ano quando as famílias arcam com despesas escolares para seus filhos. Dessa forma, os comerciantes poderiam contar com a antecipação dos recursos. As negociações nesse sentido vão continuar, informou Pellizzaro Junior.
Os comerciantes inscritos no Simples Nacional têm, em geral, de um a dois funcionários e, com a redução de juros, passam a contar com um fluxo de caixa mais favorável para seus negócios. Segundo Pellizzaro Junior, a redução da taxa foi acertada com o BB porque o banco "está na vanguarda da  baixa de juros, o que é importante, pela capilaridade de sua rede”. Ele informou que os demais bancos também podem aderir à medida, “facilitando a vida dos pequenos comerciantes, que precisam contar com a disponibilidade de obter recursos a custo mais baixo".

Fonte: Agência Brasil

Avalie os riscos e os lucros ao passar de funcionário a sócio


Após atuar como tenista profissional, migrar para o universo executivo e chegar à diretoria de uma multinacional no Brasil, Luiz Gustavo Mariano, de 31 anos, aceitou o desafio de abrir o próprio negócio. Montou a Flow Human Capital, consultoria de recrutamento de executivos em 2011 com cinco sócios.
A empresa já nasceu seguindo uma tendência mundial: permitir que colaboradores entrem na composição societária.
"Essa filosofia visa alinhar melhor objetivos corporativos com individuais e metas de curto prazo com as de longo prazo", considera. A Flow tem 20 funcionários e, em julho, os sócios devem se reunir pela primeira vez para tratar da possibilidade de algum dos colaboradores entrarem na sociedade, baseado na meritocracia e na convergência de valores.
"O caminho para isso é encarar o negócio como se fosse seu e entregar resultados", completa. Na Flow, há níveis de sociedade e, dependendo daquele em que se encaixa o profissional, ele participa de determinadas decisões.
Casado há três anos, com uma filha recém-nascida, Mariano diz que a principal mudança que sentiu ao passar de colaborador de multinacional a sócio foi o fato de analisar melhor ônus e bônus de cada decisão para o coletivo.
De acordo com ele, um dos objetivos de trazer o modelo de "partnership" para o negócio é que a pessoa não tenha de sair da empresa para empreender.
Bernardo Cavour, outro sócio da Flow, vai além e afirma que isso se torna tendência por conta do momento econômico do Brasil, cheio de oportunidades que aguçam o espírito empreendedor, e também porque traz retorno.
"As companhias que adotam têm resultado superior", ressalta, exemplificando com o BTG Pactual e a XP Investimentos.
Os exemplos do mercado financeiro não são à toa. Neste setor, assim como na advocacia, contabilidade e serviços em geral, o modelo do colaborador que se torna sócio é mais adotado.
"Nestes setores, o capital humano é um diferencial, ao contrário do que ocorre na indústria automotiva ou de óleo e gás."
A advogada Andrea Giamondo Massei Rossi, 42 anos, que se tornou associada do escritório Lobo & de Rizzo Advogados há pouco mais de um ano, recebeu a proposta para se tornar sócia neste mês, tornando-se assim o principal nome na área trabalhista do escritório.
"Minhas responsabilidades agora deixam de ser compartilhadas. A bola está na minha mão", pondera, sobre atribuições como prospecção de clientes, negociação de honorários e mesmo gestão da imagem de sua área no mercado.
Andrea resolveu aceitar o convite por conta do retorno financeiro - mas não só. "Este é um caminho natural para quem pretende carreira na área jurídica em escritórios", destaca a advogada, que não deixa de sentir frio na barriga e diz que a resposta positiva para a proposta de ser sócio só deve ser dada por quem gosta de desafios.
"A pressão aumenta bastante", alerta. É por isso que ela tomou o cuidado de tratar a questão também com a família.
"Dividi isso com meu marido e com meu filho de nove anos, afinal de contas, existirão necessidades como passar mais tempo na empresa. A boa estrutura em casa, que permite que se tenha tranquilidade, é fundamental."
Marshal Raffa, diretor executivo da Ricardo Xavier Recursos Humanos, aponta que o profissional deve estar preparado para ser sócio e que ele deve conhecer a companhia.
"A sociedade implica em responsabilidade jurídica. Quando a empresa não é saudável financeiramente e não é politicamente correta, pode ser que o profissional tenha de aportar capital ou responder pelos atos." Vale quanto pesa?

Fonte: Brasil Econômico

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Para pequenos negócios, é hora de pesquisar taxas

As reduções das taxas de juros nas linhas de crédito para micro e pequenas empresas devem ser pesquisadas com atenção pelos empreendedores. Na hora da negociação, vale colocar na mesa as informações financeiras da companhia para uma melhor análise de risco, negociar outros produtos e serviços, como a conta-salário dos funcionários, e até obter aprovações de crédito em bancos diferentes para estimular a concorrência entre as instituições. 
 
O movimento de corte nas taxas começou pelos bancos públicos e foi seguido timidamente pelos privados. Uma das críticas dos especialistas é que a maioria dos cortes ocorreu nas taxas mínimas, que costumam exigir não só tempo de relacionamento com o banco, mas também mais garantias das empresas (veja quadro ao lado). "De cada mil empresas que buscam as taxas mínimas, duas conseguem", afirma o professor de Sistema Financeiro Nacional da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Silvio Paixão. 
 
Para o analista da unidade de Inteligência de Mercado do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luiz Ricardo Grecco, a maioria das micro e pequenas corporações utilizam mais o parcelamento de compras com o fornecedor, operação não contemplada pela queda das taxas de juros. 
 
O empresário deve lançar mão de diversas ferramentas de negociação para buscar descontos nas linhas de capital de giro, pagamento de duplicatas e de cheques ou quando o limite da conta garantida forem necessários.
 
Segundo Paixão, quem tem suas informações financeiras organizadas e relacionamento com pelo menos três bancos pode obter a aprovação de crédito nas instituições para ter maior poder de negociação na hora de discutir as taxas de juros. "Quem usa pouco o crédito tem melhores condições de negociação", afirma. 

Fonte: Diário do Comércio

Cooperativa de ensino poderá ter isenção de PIS/Cofins sobre serviços

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 3049/11, do deputado João Dado (PDT-SP), que concede benefício tributário às sociedades cooperativas de ensino. O projeto isenta essas cooperativas da contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes nas receitas com os serviços prestados a seus associados, descendentes e dependentes legais, e empregados.
O projeto modifica a Medida Provisória 2.158-35/01, que já isenta do PIS/Pasep e da Cofins as receitas da venda de bens e mercadorias a associados das cooperativas.
“Não há sentido em se estabelecer desoneração para a venda de bens e mercadorias e não o fazer para a prestação de serviços. Isso fere o princípio da isonomia tributária”, afirma João Dado.
De acordo com o autor, algumas sociedades cooperativas interpretaram de forma mais ampla a MP 2.158-35 e excluíram as receitas obtidas com as atividades de ensino da base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins. Essas cooperativas, no entanto, foram autuadas pela Receita Federal.
Para João Dado, os valores dos autos de infração são “inexpressivos para o Fisco federal, mas insuportavelmente pesados para as autuadas”.
Classificação
O projeto classifica como sociedades cooperativas de educação aquelas organizadas por professores, alunos, pais de alunos ou responsáveis legais; e que tenham sido constituídas com o objetivo de organizar seus cooperados para promover a prestação de serviços profissionais de educação.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será examinada pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias
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