quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Planejamento é fundamental na busca por crédito


Algumas instituições têm linhas de financiamento especialmente destinadas a projetos de pesquisa, além de programas específicos de crédito para companhias de áreas, como as de software, tecnologia da informação e comunicação. Conforme levantamento do Sebrae, entre essas linhas estão as da Financiadora de Estudos e Pesquisa (Finep), de abrangência nacional, e as operadas pelas Fundações de Amparo à Pesquisa nos estados. Do segmento bancário, a entidade cita as do Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Nesta lista podem ser incluídos também o próprio Programa Sebrae de Consultoria Tecnológica (Sebraetec), que cobre até 90% dos custos do empresário com ações de inovação, e as linhas da Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve-SP) direcionadas às empresas pequenas de base tecnológica e perfil inovador. Valores, taxas, prazos e as formas de acesso a essas linhas, entretanto, não são uniformes e dependem das políticas de crédito de cada instituição, da organização das empresas e de quais são os projetos que se pretende financiar. “A experiência do empreendimento com desenvolvimento tecnológico é considerada para liberação do crédito, mas o principal para acessar as linhas é apresentar projetos viáveis e observar os demais critérios, como ter capacidade de pagamento, oferecer garantias e cumprir as exigências da instituição”, diz o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. O executivo acrescenta que, em geral, proprietários de pequenos negócios enfrentam dificuldades para construir as propostas de projetos que devem ser apresentadas às instituições financeiras. “O ideal é que as empresas tenham contrapartida de pesquisa, ou seja, capacidade laboratorial e de investimento, além de equipe própria de pesquisa.” Geralmente, falta plano de negócio, o que dificulta o acesso ao crédito, endossa Helena Tenório Veiga, chefe do departamento de acompanhamento, inovação e conhecimento da área de planejamento do BNDES. “Nem sempre uma boa ideia ou invenção se transforma em inovação, que precisa chegar ao mercado, ser parte do negócio e da sobrevivência da empresa”, diz Helena, afirmando que a política do banco não é voltada para invenções puras e sim para fomentar a inovação e, em consequência, a competitividade das empresas brasileiras. Milton Luiz de Mello Santos, presidente da Desenvolve SP, afirma que os principais entraves são a falta de documentação e a desatualização cadastral das companhias. “Muitas pequenas empresas ainda não possuem uma gestão planejada e organizada. Planejar e manter a documentação em dia é muito importante, não só para acessar o crédito, mas para o crescimento sustentável.”

Fonte: Brasil Econômico 

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